segunda-feira, 25 de abril de 2011







Estou entre o abismo
do ser e do não ser;
meus pés, voadores,
se contemplam num chão
riscado a giz de ilusões,
marquises de esperanças
regidas por uma espécie
de semáforo a indicar com suas luzes
minhas feições, andando em corda
bamba, flutuante, samba:
cartazes de minha vida,
encenação do simulacro
– a que deve ser todas as metáforas
de vida sob o sintomático tempo.


por Shannya Lacerda
24/04/2011

Um comentário:

  1. A imagem que você usou deu mais beleza a este ótimo poema. Parabéns!

    ResponderExcluir